Quando pensamos em adaptações de filmes de terror para os videogames, geralmente esperamos uma experiência que consiga traduzir a atmosfera grotesca e perturbadora das telonas para o controle em nossas mãos. Terrifier The ARTcade Game, publicado pela Selecta Play, tenta exatamente isso: trazer o palhaço assassino Art the Clown para um universo pixelado, em um beat ‘em up que mistura nostalgia arcade com violência explícita. O resultado, no entanto, é um jogo que entrega momentos divertidos e brutais, mas também tropeça em aspectos fundamentais da jogabilidade e da ambientação. Leia nosso artigo de review do jogo Terrifier The ARTcade Game abaixo:

Ambientação e História
A ambientação de Terrifier The ARTcade Game é uma homenagem direta aos clássicos arcades dos anos 90, com cenários em pixel art que recriam ambientes urbanos decadentes, becos sombrios e locais inspirados nos filmes da franquia Terrifier. O jogo não se preocupa em construir uma narrativa complexa — afinal, o foco está na ação visceral — mas oferece uma estrutura básica: Art the Clown e outros personagens icônicos enfrentam hordas de inimigos em fases lineares, culminando em confrontos sangrentos que remetem às cenas mais chocantes dos filmes.

O enredo é quase inexistente, funcionando mais como pano de fundo para justificar a carnificina. Isso pode frustrar quem busca uma história envolvente, mas para os fãs de terror gore, a ambientação cumpre seu papel ao recriar a atmosfera grotesca e perturbadora que tornou Terrifier uma franquia cult. O jogo traduz bem o clima de horror trash, com paletas de cores escuras e detalhes visuais que reforçam a sensação de desconforto.
Jogabilidade
A jogabilidade segue o formato clássico de beat ‘em up: andar para frente, enfrentar ondas de inimigos e avançar até o fim da fase. Há uma variedade de personagens jogáveis, incluindo o próprio Art the Clown, cada um com golpes e finalizações próprias. As finalizações são, sem dúvida, o ponto alto da experiência — brutais, sanguinárias e viscerais, trazendo um espetáculo grotesco que combina perfeitamente com a proposta do jogo.
No entanto, a movimentação dos personagens é lenta e pouco responsiva, o que prejudica o ritmo das batalhas. Em um gênero que depende de fluidez e dinamismo, essa limitação se torna um problema constante. Além disso, a variedade de inimigos é reduzida: após algumas fases, a repetição se torna evidente, com adversários que pouco se diferenciam em comportamento ou desafio. Isso gera uma sensação de monotonia, mesmo em meio às execuções brutais.
Outro ponto que merece destaque é a tradução para português do Brasil. O jogo está totalmente localizado, o que facilita a imersão para o público brasileiro. Ainda que a história seja mínima, menus e descrições estão bem adaptados, mostrando cuidado da Selecta Play em tornar o título acessível.
Gráficos
Visualmente, Terrifier The ARTcade Game aposta em pixel art detalhada e estilizada. Os cenários são bem construídos, com elementos que remetem ao universo do terror urbano. O destaque, claro, vai para as animações das finalizações, que são exageradas e grotescas, reforçando o tom gore da franquia. O estilo gráfico consegue equilibrar nostalgia e brutalidade, criando uma estética única que chama atenção.

Porém, apesar da qualidade da pixel art, há uma certa falta de variedade nos cenários e inimigos. As fases acabam se tornando repetitivas, e a ausência de elementos mais criativos limita a longevidade visual da experiência. Ainda assim, para quem aprecia o charme retrô dos arcades, o jogo entrega uma estética consistente e fiel à proposta.
Trilha Sonora
Se os gráficos e as finalizações são memoráveis, o mesmo não pode ser dito da trilha sonora. As músicas são fracas e pouco marcantes, funcionando apenas como pano de fundo sem criar impacto ou tensão. Em um jogo que busca transmitir horror e brutalidade, a ausência de uma trilha sonora envolvente é um ponto negativo que compromete a atmosfera. Muitas vezes, o silêncio ou repetição das faixas acaba deixando a experiência menos imersiva.
LEIA MAIS
O review de Terrifier The ARTcade Game foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela Selecta Play.
💬 E você, já jogou? Gostou do review de Terrifier The ARTcade Game? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião! Não esqueça de seguir a Alternativa Nerd nas redes sociais para mais reviews, notícias e conteúdos sobre o mundo geek e gamer.
Crítica/Review
Terrifier The ARTcade Game
Terrifier The ARTcade Game é um título que vai agradar principalmente aos fãs da franquia e aos jogadores que buscam uma experiência gore em formato arcade. Apesar de entregar momentos divertidos e viscerais, o jogo sofre com problemas de ritmo, repetição e falta de impacto sonoro. É uma obra que tem estilo, mas carece de profundidade. Para quem gosta de terror trash e não se importa com limitações técnicas, pode ser uma boa pedida — mas não espere um beat ‘em up memorável.
PRÓS
- Ambientação fiel ao universo Terrifier
- Pixel art detalhada e estilizada
- Diversos personagens jogáveis
- Finalizações brutais e viscerais
- Tradução completa para português do Brasil
CONTRAS
- Movimentação lenta e pouco responsiva
- Pouca variedade de inimigos
- Trilha sonora fraca e nada memorável
- Repetição nos cenários e fases

PlayStation
Xbox






