Não é todo dia que tenho a oportunidade de experimentar um jogo tão diferente. The Book Walker é uma junção de coisas boas que consegue trazer um quê de novo ao mesmo que homenageia o minimalismo dentro do mundo dos jogos. Tudo que há para ser usado é o mínimo necessário, visto que a narrativa é o foco da jogatina.
No jogo, controlamos Etienne, um escritor célebre que teve seus poderes criativos restringidos após cometer um grave crime. Para diminuir a sua sentença, trabalhamos com um grupo ilegal que extrai objetos de inúmeras obras literárias para vendê-los no mercado negro. Com isso, navegamos através de uma dinâmica interessante, visto que o jogo mescla momentos de câmera isométrica (quando estamos dentro do livro), e momentos de câmera em primeira pessoa (quando estamos fora do livro).
A jogabilidade se resume a um combate por turnos simples, mas prazeroso. Uma quantidade razoável de quebra-cabeças preenche a história, além de personagens marcantes e um mistério que cativa até o final. O jogo não é longo, logo, traz uma experiência digna na medida certa. A história é intrigante, os cenários são criativos, a trilha sonora é serena e contribui positivamente para a imersão, e a direção de arte é um espetáculo. Vale muito a pena!
Crítica/Review
The Book Walker
The Book Walker é uma experiência curta, mas digna de um bom jogo. Com mecânicas simples e proposta fora da curva, trata-se de uma jornada satisfatória que une o melhor da literatura e do mundo dos jogos.
PRÓS
- Narrativa
- Direção de Arte
- Trilha Sonora
CONTRAS
- Jogabilidade poderia ser mais explorada









