Em um mercado saturado de RPGs de ação com mundos vastos e sistemas complexos, The Knightling, da Saber Interactive, chega com uma proposta mais modesta e charmosa. Com lançamento marcado para hoje, 28 de agosto de 2025, para PlayStation 5, PC (via Steam) e Xbox Series X|S, o jogo nos convida a vestir a armadura de um cavaleiro em treinamento em busca de seu mentor desaparecido. Mas será que essa aventura consegue manter o fôlego até o fim? Descubra no review de The Knightling:

Ambientação e História: Um conto de cavaleiros com coração
A história de The Knightling se passa em Clesseia, um reino dividido em múltiplas regiões, cada uma com seus próprios desafios e habitantes. Você assume o papel do Knightling, um jovem aprendiz de cavaleiro que parte em uma jornada para encontrar Sir Lionstone, seu mentor desaparecido. O único equipamento à sua disposição é um escudo lendário que contém o misterioso elemento Callyrium — e é com ele que você enfrentará os perigos do mundo.
A narrativa é simples, mas eficaz. Há um charme quase infantil na forma como o jogo apresenta seus personagens e conflitos. A ausência de dublagem ou tradução para o português brasileiro pode ser um obstáculo para jogadores que não dominam o inglês, especialmente considerando que boa parte da ambientação depende de diálogos e descrições textuais.

Apesar disso, há um esforço claro em criar um mundo acolhedor e cheio de pequenas histórias paralelas. As quests secundárias e minigames ajudam a dar vida ao universo de Clesseia, mesmo que muitas delas acabem se repetindo em estrutura e objetivos.
Jogabilidade: Fácil de aprender, difícil de manter o interesse
A jogabilidade de The Knightling é acessível e intuitiva. O escudo é o protagonista do combate e da movimentação: ele serve tanto para defesa quanto para locomoção, permitindo deslizar por terrenos, alcançar plataformas e ativar mecanismos. Com o tempo, é possível desbloquear novas habilidades e melhorar o escudo, o que adiciona uma camada leve de progressão.
No entanto, essa simplicidade vem com um preço. O combate é pouco explorado e carece de variedade. Os inimigos são escassos em tipos e comportamentos, o que torna as batalhas repetitivas e previsíveis. Não há um sistema de combos ou estratégias mais profundas — basta usar o escudo para bloquear e contra-atacar, o que funciona bem nas primeiras horas, mas perde o brilho com o tempo.

As quests e minigames são abundantes, mas muitos deles seguem fórmulas semelhantes: coletar itens, ajudar NPCs ou resolver pequenos puzzles ambientais. Embora isso contribua para a sensação de mundo vivo, a falta de diversidade nas atividades acaba tornando a experiência monótona.
Gráficos e Estilo Visual: Simples, mas com personalidade
Visualmente, The Knightling aposta em um estilo animado e minimalista. Os gráficos são simples, com cores suaves e personagens estilizados que lembram desenhos animados. Não há grandes efeitos visuais ou texturas complexas, mas o jogo compensa isso com uma direção de arte coesa e simpática.
Cada região de Clesseia tem sua própria paleta de cores e ambientação, o que ajuda a diferenciar os cenários e manter o jogador curioso sobre o que vem a seguir. Ainda assim, a simplicidade dos gráficos pode afastar quem busca uma experiência mais cinematográfica ou realista.

A trilha sonora é discreta, mas cumpre seu papel. Os efeitos sonoros são funcionais, embora não memoráveis. O jogo claramente não pretende impressionar tecnicamente, mas sim oferecer uma experiência leve e acessível.
LEIA MAIS
O review de The Knightling foi produzida com uma chave do jogo para PlayStation 5 gentilmente cedida pela Saber Interactive.
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Crítica/Review
The Knightling
The Knightling é uma aventura modesta que conquista pelo coração, mas tropeça na execução. Ideal para quem busca uma experiência leve e descomplicada, o jogo pode agradar fãs de plataformas e RPGs casuais. No entanto, sua repetitividade e limitações técnicas impedem que ele brilhe como poderia.
PRÓS
- Ambientação charmosa e narrativa acolhedora
- Jogabilidade acessível e fácil de aprender
- Diversas quests e minigames que enriquecem o mundo
- Estilo visual simpático e coeso
- Sistema de progressão com melhorias no escudo e habilidades
CONTRAS
- Combate pouco explorado e repetitivo
- Falta de variedade de inimigos
- Quests e minigames com estrutura repetitiva
- Ausência de tradução para o português brasileiro

PlayStation
Xbox








