Umigame chega em 24 de novembro ao PC via Steam com textos 100% em português. Inspirado em Hades, mas com identidade própria, o jogo surpreende com ambientação sombria, mecânicas inovadoras e um visual animado encantador. Leia o nosso review de Umigame abaixo:

Ambientação e história: o pântano tem alma
Em Umigame, você encarna uma tartaruga marinha ancestral que precisa atravessar o Pântano Assombrado, um ambiente hostil dominado pela bruxa Maeve. A narrativa é simples, mas eficaz: derrotar a bruxa e libertar o pântano de sua maldição. O que realmente brilha aqui é a construção de mundo — cada bioma do jogo pulsa com vida (ou morte), com criaturas grotescas, vegetação pulsante e uma atmosfera densa que mistura o místico com o sombrio.

A história é contada de forma sutil, com fragmentos de lore espalhados pelo cenário e interações com personagens enigmáticos. É um mundo que convida à exploração e recompensa a curiosidade com detalhes que enriquecem a mitologia do jogo.
Jogabilidade: roguelite com um toque de estratégia
A base do gameplay segue a fórmula consagrada por Hades: combate rápido, salas geradas proceduralmente e progressão baseada em runs. Mas Umigame não se contenta em ser apenas mais um clone. Seu grande diferencial está na mecânica de torres mágicas — estruturas que o jogador pode posicionar estrategicamente em cada arena para controlar o campo de batalha.
Essas torres variam entre ofensivas, defensivas e de suporte, e são alimentadas pelo misterioso artefato Omnicore. A cada run, o jogador desbloqueia novas torres e feitiços, criando sinergias únicas que tornam cada tentativa diferente da anterior. É um sistema que adiciona profundidade tática ao caos típico dos roguelites.
Além disso, o jogo oferece modos solo e cooperativo online, o que amplia ainda mais sua rejogabilidade.
Gráficos: animação com personalidade
Visualmente, Umigame aposta em um estilo 2D animado desenhado à mão, com cores vibrantes e animações fluidas. Os personagens têm carisma, os inimigos são criativos (e muitas vezes grotescos), e os efeitos visuais dos feitiços e torres são um espetáculo à parte.

O design das fases é coeso com a ambientação: há uma sensação constante de decadência mágica, como se o pântano estivesse vivo e observando cada passo do jogador. É um jogo que, mesmo com recursos modestos, entrega personalidade visual de sobra.
LEIA MAIS
O review de Umigame foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela Nimblegames.
💬 E você, vai encarar o pântano? Deixe nos comentários o que achou do jogo ou se pretende adicioná-lo à sua lista de desejos na Steam!
Crítica/Review
Umigame
Umigame não reinventa o gênero, mas o enriquece com ideias próprias. A ambientação envolvente, a jogabilidade estratégica com torres e o visual animado fazem dele uma grata surpresa no cenário indie. Para fãs de roguelites e de jogos com alma, vale cada run.
PRÓS
- Ambientação envolvente: O pântano assombrado é rico em detalhes visuais e sonoros, criando uma atmosfera imersiva.
- Estilo visual animado: Gráficos 2D desenhados à mão com animações fluidas e efeitos mágicos vibrantes.
- Mecânica de torres: A inclusão de torres mágicas em combate adiciona uma camada estratégica inédita ao gênero roguelite.
- Progressão variada: Cada run oferece novas combinações de feitiços e torres, incentivando experimentação.
- Tradução completa em português: Interface 100% localizados, facilitando a imersão para jogadores brasileiros.
CONTRAS
- Curva de aprendizado das torres: A mecânica de posicionamento pode ser confusa nas primeiras partidas.
- História pouco aprofundada: A narrativa é mais pano de fundo do que motor emocional da jornada.
- Falta de otimização em alguns momentos: Pequenos engasgos podem ocorrer em builds menos robustas.
- Design de inimigos repetitivo: Algumas criaturas se repetem com variações sutis, o que pode cansar em runs longas.









