Vivid World é um roguelike encantador e desafiador que mistura estratégia, estética vibrante e uma boa dose de RNG. Prepare-se para mergulhar em um submundo mágico onde cada decisão pode ser a diferença entre a vitória e o game over. Leia abaixo o nosso review de Vivid World:

Uma jornada colorida pelo submundo
Desenvolvido pela Asobism, Vivid World é o sucessor espiritual de Vivid Knight e chega ao PC via Steam no dia 5 de novembro. O jogo nos apresenta a Lumeria, uma colegial loira que desperta em um misterioso submundo dominado por demônios. Seu objetivo? Escapar e resgatar seus amigos, cujas almas estão presas nesse limbo sombrio e encantador.
A ambientação é um dos pontos altos do jogo. Apesar de se passar em um “Underworld”, o visual é tudo menos sombrio. O mundo de Vivid World é uma explosão de cores, com cenários que misturam o místico e o lúdico. Cada dungeon — chamadas de Limbo — possui identidade própria, com paletas de cores distintas, criaturas bizarras e estruturas que lembram um parque de diversões macabro. A arte 2D é estilizada, com personagens que parecem ter saído de um anime fofo, mas que escondem habilidades letais.
A narrativa é simples, mas eficaz. Lumeria não é uma heroína tradicional: ela é uma adolescente comum em uma situação extraordinária. A história se desenrola de forma leve, com diálogos ocasionais e cutscenes que ajudam a manter o jogador imerso, mesmo que o foco principal esteja na jogabilidade.
Jogabilidade: roguelike com sabor de gacha
Vivid World é um roguelike de construção de equipe com elementos de gacha e gerenciamento de recursos. A estrutura básica gira em torno da exploração de dungeons divididas em andares, onde o jogador precisa encontrar chaves, derrotar inimigos e enfrentar chefes para avançar.
O combate é automático e baseado em turnos, mas o jogador tem controle sobre o uso de Gemas, que funcionam como habilidades ativas. Essas gemas podem curar, atacar, proteger ou aplicar buffs e debuffs. Algumas podem ser combinadas para criar versões mais poderosas, o que adiciona uma camada estratégica interessante.
A protagonista, Lumeria, utiliza a chamada Jewel Magic, que transforma joias em personagens com habilidades únicas. Esses personagens são o coração do sistema de combate. Cada um possui uma classe, cor e conjunto de habilidades, e podem ser evoluídos ao se obter duplicatas — um sistema que lembra muito jogos de gacha. A diversidade de personagens é impressionante, com estilos que vão de ninjas a magos, cada um com sinergias específicas.
A progressão é difícil, mas justa — pelo menos nas primeiras dungeons. À medida que o jogador avança, a dificuldade escala de forma significativa, especialmente nos modos mais avançados como o Nightmare, onde o RNG (fator aleatório) pode ser tanto seu aliado quanto seu maior inimigo. A gestão de ouro, por exemplo, torna-se crítica, já que os inimigos de níveis mais altos não oferecem recompensas proporcionais, o que limita as opções de upgrade e re-roll.
Outro ponto importante é que o jogo não possui tradução para o português, o que pode ser uma barreira para jogadores que não dominam o inglês. Como muitos dos sistemas envolvem leitura e interpretação de habilidades, isso pode impactar a experiência de parte do público brasileiro.
Gráficos e estilo visual: um deleite para os olhos
Visualmente, Vivid World é um espetáculo. A direção de arte aposta em um estilo kawaii gótico, com personagens adoráveis em cenários que misturam o sombrio e o vibrante. As animações são fluidas, os efeitos das gemas são satisfatórios e os menus são intuitivos e bem organizados.
Cada personagem tem um design único e memorável, com detalhes que refletem sua classe e habilidades. Os inimigos também são criativos, indo de criaturas fofas a monstros grotescos, sempre mantendo a coerência estética do universo do jogo.

A trilha sonora complementa bem a experiência, com músicas que variam entre o etéreo e o energético, acompanhando o ritmo das batalhas e da exploração. Os efeitos sonoros das gemas e ataques são impactantes, ajudando a manter o jogador engajado mesmo em combates automáticos.
LEIA MAIS
O review de Vivid World foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela Asobism.
E aí, o que achou de Vivid World após ler o nosso review? Vai encarar o submundo com Lumeria? Comente aqui embaixo e não se esqueça de seguir a Alternativa Nerd nas redes sociais para mais reviews, notícias e novidades do mundo geek! 💬🔥
Crítica/Review
Vivid World
Vivid World é uma joia rara no mundo dos roguelikes: simples de aprender, difícil de dominar e visualmente cativante. Apesar de alguns tropeços no balanceamento e na ausência de localização em português, o jogo entrega uma experiência viciante e recompensadora para quem gosta de desafios e estratégia.
PRÓS
- Visual encantador e direção de arte coesa
- Jogabilidade estratégica com foco em construção de equipe
- Alta rejogabilidade com dungeons variadas e dificuldade progressiva
- Sistema de gemas e personagens com boa profundidade
- Grande diversidade de personagens e poderes únicos
CONTRAS
- Sem tradução para o português
- Dependência excessiva de RNG em dificuldades mais altas
- Sistema de economia desequilibrado em modos avançados
- Curva de dificuldade pode ser frustrante para iniciantes













