Lançado oficialmente em 22 de julho de 2025 para PC (via Steam), PlayStation 5 e Xbox Series X|S, Wildgate é o mais novo título da Dreamhaven, estúdio fundado por veteranos da Blizzard. E já podemos afirmar: este é um daqueles jogos que chegam silenciosos, mas rapidamente conquistam seu lugar nas estrelas — ou melhor, na Orla. Leia o nosso review de Wildgate abaixo:

Combinando ação em primeira pessoa, estratégia em equipe e exploração espacial em tempo real, Wildgate não quer apenas ser mais um FPS: ele quer ser o FPS cooperativo definitivo, e depois de algumas dezenas de horas a bordo, podemos dizer que ele tem combustível de sobra para isso.
A história: bem-vindo à Orla, onde tudo é imprevisível
A ambientação de Wildgate é um dos grandes destaques. O jogo se passa em uma região misteriosa do espaço conhecida como Orla, cheia de anomalias, estações abandonadas e artefatos esquecidos. O objetivo das missões? Localizar e extrair o lendário Artefato antes que outras equipes façam o mesmo — ou simplesmente dizimar todos os rivais e fugir através do portal interdimensional, o Wildgate.
A narrativa não é entregue em cutscenes dramáticas, mas sim construída organicamente: cada personagem jogável (os chamados Prospectores) tem sua história, estilo e motivações, reveladas aos poucos durante as partidas e por meio dos arquivos descobertos no mapa. O sentimento constante é o de estar sempre um passo da tragédia — ou da glória.
Jogabilidade: caótica, exigente e incrivelmente divertida
A proposta de Wildgate é clara: você não é um herói solitário, é parte de uma tripulação. Cada equipe conta com quatro Prospectores a bordo de uma nave, cada um com funções distintas: piloto, artilheiro, engenheiro e explorador. Essas funções não são cosméticas — são cruciais. Se o engenheiro não resfriar o reator com gelo espacial, todos explodem. Se o artilheiro não mirar certo, o inimigo invade. Se o piloto erra o timing, a nave vira sucata.

O combate é tenso e cinematográfico, com direito a invasões de naves inimigas, sabotagens internas, incêndios, tiroteios em gravidade zero e um número insano de estratégias emergentes. Cada partida é um caos único, intensificado por mapas gerados proceduralmente, que mudam completamente a configuração das missões.

Além disso, os elementos PvE foram aprimorados desde o beta: robôs hostis, nuvens tóxicas e minas gravitacionais obrigam os jogadores a pensarem além do combate direto. E mesmo com toda essa complexidade, o jogo se mantém acessível para quem entra pela primeira vez, graças a um novo sistema de tutoriais e desafios de introdução.
Visual e performance: sci-fi com alma e estilo próprio
Graficamente, Wildgate continua surpreendendo. A estética combina ficção científica com tons saturados, naves angulares e cenários deslumbrantes — como a estação Juggernaut, envolta em uma tempestade eletromagnética, e os campos de asteroides iluminados por estrelas distantes.

A interface recebeu ajustes significativos desde o beta: mais limpa, intuitiva e adaptada para cada função da nave. Os Prospectores ganharam novas animações e personalizações cosméticas que ajudam na leitura visual durante o caos das partidas.
LEIA MAIS
O review de Wildgate foi produzida com uma chave do jogo para Xbox Series X|S gentilmente cedida pela Dreamhaven.
E você, já mergulhou na Orla? Conta pra gente nos comentários o que achou de Wildgate! E não se esqueça de seguir a Alternativa Nerd nas redes sociais para mais reviews, análises e conteúdo nerd de primeira.
Crítica/Review
Wildgate
Wildgate chega com uma proposta ousada — e cumpre. Em um mercado saturado por FPS genéricos e clones de battle royale, a Dreamhaven entrega uma experiência cooperativa intensa, imprevisível e com identidade própria. Pode não ser o jogo ideal para quem joga sozinho, mas para grupos organizados e fãs de estratégia em tempo real, Wildgate já pode ser considerado um dos lançamentos mais empolgantes de 2025.
PRÓS
- Ambientação sci-fi original e imersiva
- Combate espacial com variedade estratégica
- Sistema de funções exige cooperação real
- Mapas diferentes a cada partida
- Performance técnica excelente
- Jogo dublado e traduzido em PT-BR
CONTRAS
- Pouco incentivo para jogadores solo
- Comunicação por voz quase obrigatória
- Modo espectador ainda limitado
- Curva de aprendizado exigente
- Faltam modos extras além do padrão

Xbox
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