Se você cresceu nos anos 90 com um controle de Mega Drive nas mãos, é bem provável que tenha cruzado com a franquia Wonder Boy. Entre os títulos mais queridos da série está Monster World IV, lançado originalmente em 1994 no Japão. Agora, quase três décadas depois, a desenvolvedora Bliss Brain Co. nos presenteia com Wonder Boy: Asha in Monster World, um remake fiel e carismático que tenta equilibrar nostalgia com modernidade — mas será que ele consegue? Descubra no nosso review de Asha in Monster World!
Disponível para Xbox Series X|S, PlayStation 5, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC via Steam e Windows Store, o jogo é uma carta de amor aos fãs da era 16-bit, mas também busca conquistar uma nova geração de jogadores. A seguir, mergulhamos nos detalhes da ambientação, jogabilidade e gráficos para entender o que Asha in Monster World tem a oferecer.

Ambientação e História: um conto simples, mas encantador
A história de Wonder Boy: Asha in Monster World é direta e sem grandes reviravoltas, mas isso não é um defeito — é uma escolha de design que remete aos tempos mais simples dos jogos de plataforma. Asha, uma jovem guerreira determinada, parte em uma jornada para libertar quatro espíritos elementais aprisionados por forças malignas que ameaçam o equilíbrio do mundo.
A ambientação é vibrante e cheia de personalidade. Cada região do jogo — desde desertos escaldantes até templos flutuantes — tem seu próprio charme e identidade visual. A cidade central, Rapadagna, serve como um hub onde o jogador pode interagir com NPCs, comprar equipamentos e se preparar para as próximas aventuras. Embora o enredo não seja profundo ou inovador, ele cumpre bem seu papel de pano de fundo para a jornada de Asha.

O destaque aqui vai para o mascote Pepelogoo, uma criaturinha azul adorável que acompanha Asha em sua jornada. Mais do que um simples companheiro, Pepelogoo é essencial para a progressão do jogo, ajudando a alcançar plataformas, ativar mecanismos e até flutuar por curtos períodos. A relação entre Asha e Pepelogoo é construída com sutileza e ternura, adicionando um toque emocional à narrativa.
Jogabilidade: plataforma clássica com toques modernos
A jogabilidade de Asha in Monster World é uma mistura de ação e plataforma 2.5D, com controles simples e responsivos. Asha pode correr, pular, atacar com sua espada e usar Pepelogoo para resolver pequenos puzzles ambientais. O combate é direto, com foco em reflexos e posicionamento, mas sem grande profundidade — o que pode ser um ponto negativo para quem busca desafios mais complexos.

O design das fases é linear, com algumas bifurcações e segredos escondidos, mas nada que se compare à complexidade de um Metroidvania. Isso pode decepcionar jogadores acostumados com jogos de exploração mais robustos, mas é fiel ao espírito do original. O jogo também conta com um sistema de upgrades simples, permitindo melhorar a vida e o ataque de Asha ao longo da aventura.
Um ponto que merece destaque é a acessibilidade. Asha in Monster World é um jogo amigável para iniciantes, com dificuldade moderada e checkpoints generosos. Para os veteranos, pode parecer fácil demais, mas para quem busca uma experiência mais relaxante e nostálgica, é um prato cheio.
Gráficos e Estilo Visual: charme em cel-shading
Visualmente, Wonder Boy: Asha in Monster World adota um estilo cel-shading colorido e vibrante, que tenta capturar a essência do original em 2D com uma roupagem tridimensional. O resultado é um visual simpático, embora um pouco datado em alguns momentos. Os modelos dos personagens são expressivos, mas as animações podem parecer rígidas, especialmente nos diálogos.
Os cenários são bem construídos, com camadas de profundidade e detalhes que enriquecem a ambientação. No entanto, a direção de arte poderia ter ousado mais. Em comparação com outros remakes recentes da série, como Wonder Boy: The Dragon’s Trap, Asha in Monster World parece mais conservador e menos inspirado visualmente.

A trilha sonora é uma reinterpretação das músicas clássicas do original, com arranjos modernos que mantêm o espírito da época. Os efeitos sonoros são funcionais, mas não se destacam. Um detalhe interessante é a dublagem — Asha tem falas curtas e expressivas, o que adiciona personalidade à protagonista sem exageros.
LEIA MAIS
O review de Wonder Boy: Asha in Monster World foi produzida com uma chave do jogo para Xbox Series X|S gentilmente cedida pela Bliss Brain Co.
E aí, você já jogou Asha in Monster World ou tem vontade de experimentar? Conta pra gente nos comentários o que achou do jogo! E não se esqueça de seguir a Alternativa Nerd nas redes sociais para mais reviews, notícias e conteúdos do universo geek!
Crítica/Review
Wonder Boy: Asha in Monster World
Wonder Boy: Asha in Monster World é um remake honesto, feito com carinho e respeito ao material original. Ele não tenta reinventar a roda, mas oferece uma experiência acolhedora e nostálgica, ideal para quem quer reviver os tempos de ouro dos jogos de plataforma. Apesar de suas limitações técnicas e simplicidade, o jogo tem coração — e às vezes, isso é tudo o que precisamos.
PRÓS
- Nostalgia bem preservada com fidelidade ao original
- Visual colorido e simpático em cel-shading
- Trilha sonora nostálgica com bons arranjos
- Jogabilidade acessível e ideal para iniciantes
- Presença carismática de Pepelogoo como mecânica e personagem
CONTRAS
- Combate e progressão simplificados demais para jogadores exigentes
- Animações e gráficos poderiam ser mais refinados
- História simples e sem grandes surpresas narrativas
- Pouca rejogabilidade e fases lineares
- Falta de inovação em relação a outros remakes da franquia
- Falta recurso de autosave
- Não possui tradução PTBR

Xbox
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