Eis que estou mofando no sofá como um bom procrastinador numa tarde de um domingo qualquer, quando de repente vejo o pôster desta série, “Vale dos Esquecidos”, dando sopa na minha interface de usuário.
Sem muitas expectativas, resolvi dar uma chance e assistir ao primeiro episódio. Gostei, então esperei o segundo. Gostei ainda mais, então esperei o terceiro, que vim a gostar ainda mais, já colocando na minha lista para acompanhar, visto que não são todas as séries que me chamam a atenção, e o mais surpreendente é que esta produção é nacional!
Sempre gostei de filmes e séries nacionais, porém, o formato muito latino–americano das novelas, e como essa mesma direção muitas das vezes resvalava na produção dos filmes, nunca me apeguei ao estilo brasuca de se filmar.
Surpreendentemente, “Vale dos Esquecidos” consegue trazer uma direção mais apropriada para o formato de série televisiva norte–americano, ainda mantendo uma característica e ambientação que não tentam em nenhum momento fugir da realidade nacional. Quer dizer, somente para nos fazer sentir uns frios na barriga!
A série tem como premissa a união de um grupo de pessoas que resolve tirar uma folga numa dessas cidadezinhas de interior paulista, resolvendo fazer trilhas, banhos em rio e simplesmente curtir a natureza. Tudo muda quando a líder dessa expedição aos poucos se revela uma manipuladora, que os atrai até um vilarejo recluso em que as pessoas ainda parecem viver no século XIX.
Um britânico, patrono dessa vila, acolhe o grupo depois de serem atacados por um grupo hostil, e à medida que nossos companheiros de viagem se embrenham naquele sítio, igualmente parecem ser arrastados para uma amálgama sobrenatural que cada um descobre à sua maneira.
As atuações são muito legais (sem aquela forçada de barra das novelas da Globo que fazem os personagens serem muito reclusos da nossa realidade), mas nem por usarem jargões do cotidiano a série deixa de ter um bom suspense ou bons diálogos.
A trama me lembra muito as histórias pulp, com diversos elementos misturados, e os personagens são todos carismáticos, bem como o próprio vale. O ritmo da narrativa é frenético e como acompanhamos múltiplos personagens numa mesma trama, nunca dá tempo para sentir tédio, visto que o mistério também é intrigante por si só. Agora com relação aos sustos… não, os sustos eu deixo com você! Se me der licença, vou ali comprar um crucifixo, pois sinto que precisarei dele muito em breve…










