Durante a Galápagos Experience, que foi dividida entre Galápagos Spoiler Fest e Galápagos TCG Arena, o Alternativa Nerd conseguiu uma entrevista exclusiva com o porta-voz da Galápagos Jogos, Ade Ferrari, venha conferir!
Alternativa Nerd: Quais são os principais desafios e oportunidades que a Galápagos Jogos enfrentou ao longo de sua trajetória no mercado brasileiro de jogos, e como a empresa pretende superá-los e aproveitar essas oportunidades nos próximos anos?
Ade Ferrari: Muita coisa aconteceu, a Galápagos Jogos está completando quinze anos, desde começar no mercado de hobby e de nicho, explicando para o brasileiro nerd que existe uma coisa que ele não conhecia, né? Mas se eu trouxer mais para o mundo recente, nosso grande desafio tem sido como que eu consigo trabalhar bem esse mundo de board game que tem crescido muito rápido e, ao mesmo tempo, ser quem fura a bolha. Se a Galápagos não furar a bolha, ninguém irá furar.
Então, furar a bolha com consistência, dá para resumir pra mim como o desafio que a gente tem enfrentado desde a pandemia. A pandemia furou a bolha, muita gente procurou o jogo, começou a descobrir, ver conteúdo sobre isso, só que pós-pandemia, morreu a necessidade natural do problema que foi durante esse tempo. Furar a bolha, eu consegui fazer um evento como esse (Galápagos Experience) e o mercado prestar atenção e falar: “meu, o que tá acontecendo? Como que mil pessoas em dois dias vêm para um evento desse que nem eu sabia que existia?!”
A gente está fazendo coisas hoje para ter efeito daqui três meses.
AN: Dia 14 foi anunciado pela Galápagos que vocês conseguiram trazer uma novidade, o TCG Pokémon em inglês. Como está sendo recebida essa novidade?
Ade Ferrari: Ontem às redes sociais da Galápagos estavam fritando de mensagens, desde pessoas comemorando, porque tem produtos que a gente ia trazer que a galera nunca teve acesso no Brasil. É sempre a chegada de um produto mais massivo que já está estabelecido no mercado, ele é apoteosico.
A gente falou muito sobre transformar o TCG que é o Trade Game, em pilar. Então, seremos o distribuidor oficial da parte em inglês do Pokémon.
Desde a pokebola, que vem com booster dentro, até box especial, que não vem pro Brasil. Então, tem muita coisa aqui que a galera tá certa em comemorar, em se empolgar.
A partir de Março para Abril, começamos a trazer os produtos para as lojas.
AN: Podemos dizer que durante a Abrin, maior feira de brinquedos da América Latina, vai ter mais spoilers sobre Pokémon?
Ade Ferrari: Não (risos). Nosso foco em Pokémon inglês é mais por hobby. Nós conseguimos algumas concessões de ter Pokémon pela Amazon e em algumas livrarias em específico, mas em português é para um mercado mais massivo. O de hobby, normalmente, é de um pai que vai com o filho indo para uma loja de hobby, passando o costume e a nostalgia. Aqueles que compram como brinquedo, normalmente vão adquirir da própria língua por ser mais fácil.
AN: Pokémon é uma franquia japonesa muito conhecida. Existem outras franquias muito conhecidas japonesas, como: Dragon Ball, One Piece. A Galápagos Jogos tem o interesse de trazer?
Ade Ferrari: Interesse, sim. TCG é pilar para Galápagos, mas não iremos trazer apenas por trazer.
No TCG é lançamento frequente, ativações em loja, um trabalho consistente a longo prazo. Então todo jogo de cartas colecionáveis que vier pela Galápagos terá consistência, limitando a quantidade de TCG que iremos trabalhar, focando na qualidade.
AN: Além dos jogos de tabuleiro e RPGs, a Galápagos Jogos também possui um catálogo de livros-jogos. Como a empresa enxerga o mercado de livros-jogos no Brasil, e quais são os planos da empresa para expandir sua atuação nesse segmento?
Ade Ferrari: No RPG, estamos trabalhando no portfólio muito forte e que conseguimos trabalhar. Por tanto, devemos trabalhar ambos, assim como o TCG, eles precisam de continuidade e atenção com a comunidade; não é também como o board game que você traz uma novidade e deixa.
Nosso plano é que os três pilares tenham muita consistência, para chegar aos novos lançamentos.
AN: A Galápagos Jogos tem se destacado pela qualidade de seus produtos e pelo cuidado com a experiência dos jogadores. Quais são os principais diferenciais da empresa em relação à concorrência, e como a empresa pretende manter e aprimorar esses diferenciais nos próximos anos?
Ade Ferrari: A grande diferença é que a Galápagos vem se estruturando para ser uma empresa autônoma, uma empresa que funciona com pilares muito bem definidos.
Há 6 anos atrás a empresa tinha 30 funcionários e atualmente está com 85, é uma “PG” de crescimento que é um desafio para fazer tudo muito bem. Claro que houve tropeços pelo caminho, adaptações e hoje estamos muito focados em ser uma empresa consistente.
Enxugamos portfólio, nivelamos a quantidade de lançamentos; o modo que entramos na Amazon, brinquedeiros, Mercado Livre, no hobby; como tudo se equilibra em estratégias diferentes.
O que dá para esperar da Galápagos Jogos é uma contínua profissionalização.
Para crescer, as pessoas tem que entender que existe esse mundo. Elas precisam saber, ter condição, entrar na loja, pesquisar na internet informações, influenciadores fazendo conteúdo, um cenário para fazer a coisa acontecer; não é só uma caixinha interessante.
AN: Hoje, sábado dia 14 de Fevereiro, com tantos lançamentos incríveis. Qual deles você considera seu xodozinho?
Ade Ferrari: Tenho até alguns xodós que são jogos que ainda vão ser lançados, mas o que temos aqui hoje, é o Senhos dos Anéis – Jogos de Vazas. É um jogo de carteado de Senhor dos Anéis, meio vitral, ele é incrível para jogar, rápido e uma das franquias da minha vida. Ele tem um preço incompetível e lindo de encher os olhos.
AN: Entre os brindes há uma stress ball do jogo “Happy Mochi”, que é um jogo fofo que todos podem jogar de uma forma diferenciada. Como estão sendo as reações?
Ade Ferrari: Tem um conflito bom que está acontecendo, que é: a pessoa que é do hobby mais antiga, olhar para um Happy Mochi e dizer “isso é infantil, um joguinho bobo”, mas não é um jogo bobo. Ele é familiar, que pode jogar com família ou amigos, só que de uma forma fofinha e inteligente. Ele tem um desafio para o meu cérebro e é fofinho, tendo um conflito das gerações que vão entrando sem as pessoas perceberem.
AN: Vocês estão há 15 anos na Galápagos Jogos, ano que vem terá mais Galápagos Experience, a deste ano houve um estouro entre os públicos. O que podemos esperar para a próxima?
Ade Ferrari: Na edição passada, tivemos cerca de 300 ingressos vendidos e nesta edição ultrapassamos 400, que já pegam um pouco mais do que 30% de crescimento.
Chegamos num formato onde conseguimos estabelecer pontos importantes, como: todos sentados jogando, onde no máximo 15% estará circulando para conhecer o local, a maioria está jogando; dobramos o tempo de evento, é uma experiência onde temos loja, café e batatas-fritas sendo distribuídas, uma área lounge para produtores de conteúdo e imprensa; conseguimos entregar um universo que devemos ficar neste tamanho.
Existe local para crescer, colocar mais mesa, aumentar alguma coisa ou outra, mas não vamos olhar para crescer localmente, vamos focar em deixar um pouco melhor e pegar problemas que tivermos para resolver. Trabalharemos também para baratear o ingresso, para equalizar e fazer o momento muito forte e otimizar.
Confira nosso bate-bola sobre jogos com Ade Ferrari:
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