Geralmente eu faço postagens relacionadas a jogos, porque não é qualquer série que consegue me cativar. Porém, além de jogos, eu vivo para a literatura, e um de meus mundos favoritos sem sombra de dúvidas é o “Mundo de Gelo e Fogo”, além de já ter assistido a série televisiva, devorei todos os livros, inclusive o recém-lançado “Fogo e Sangue”, que conta grande parte da primeira metade da história da casa Targaryen e sua conquista dos sete reinos de Westeros.
Confesso que, depois do final da série, fiquei com uma pulga atrás da orelha quanto ao que eles poderiam fazer com essa adaptação, visto que uma das grandes intrigas de “Fogo e Sangue” é uma crise de sucessão ao trono por três esferas políticas dos próprios “dracociclistas.”
Agora que os três primeiros episódios foram lançados, resolvi redigir um artigo com minhas impressões iniciais, as coisas que gostei, as que não gostei, e o que espero do futuro da série (mesmo sabendo o que vai acontecer). Mas não se preocupe, não trarei nenhum spoiler!
A primeira coisa que me chamou a atenção foi a volta de nosso querido Georginho (mais conhecido como George) para a produção da série, ele com certeza desempenhou um papel importante: escrever os livros. Acho engraçado a maquinação que muitos autores fazem ao falarem de suas contribuições para séries, mas é inegável que o George R. R. Martin tem uma reputação de iniciar e não concluir coisas. Felizmente, a intriga que resulta nessa série é bem concluída, o que pode ser um motivador para muitos espectadores.
Além de uma baita direção, figurino, atuação, trilha sonora, a série está aprofundando o que não pudemos ver com muito detalhe nos livros. Ela humaniza muito seus personagens, o que foi uma das coisas que fez tanta gente amar esse universo, e felizmente o papel dos diretores está contribuindo para tal.
Um dos problemas principais que tenho com a série no momento e que considero grave é, curiosamente, um dos temas centrais da mesma: os dragões. Apesar de seus CGI’s estarem sublimemente bem-feitos, não me agradou a forma como eles são utilizados em batalha, pois além delas continuarem toscas (o terceiro episódio é a prova disso), ela separa muito os Targaryen deles. Um membro da casa do dragão somente abandona seu companheiro durante uma batalha se quiser morrer, e achei horrorosa essa direção de personagens, visto que nos livros dificilmente um Targaryen desmonta de um dragão a não ser quando a batalha está terminada.
Ainda não tivemos o que todos nós pagamos pra ver: porrada entre dragões Mas vai acontecer, e somente espero que seja mais visceral, como são nos livros. Outra coisa que gostei muito foi o retorno das intrigas bem arraigadas, elas sempre foram o ponto principal da série, e ela nos surpreende com o bom e velho friozinho na barriga que acompanha o questionamento: “quem viverá?”
Se você não leu os livros, e tem interesse em lê-los, essa série com certeza atiçará sua vontade. Mas se já os leu, verá que a HBO ainda sabe adaptar este incrível cenário. Agora, resta-nos aguardar para vermos aonde essa treta vai dar, e até lá, que vençam os melhores! Voltarei para contar minhas opiniões quando as brasas dos últimos episódios se apagarem…










